Sexta, 17 Agosto 2018

Estratégia, identidade e união como receita de sucesso para o turismo do vinho

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Estratégia, identidade e união como receita de sucesso para o turismo do vinho 
 

Próximas edições do Congresso de Enoturismo serão intercaladas entre América Latina e Europa para promover troca de informações entre os principais roteiros mundiais de turismo do vinho

A programação de palestras do 7º Congresso Latino-Americano de Enoturismo no Vale dos Vinhedos, comprovou a importância de uma governança e do fortalecimento da identidade regional, assim como da diferenciação dos atrativos de forma a complementar a oferta turística aos visitantes. Esses pontos permearam a maioria das apresentações realizadas no evento, que reuniu 220 congressistas argentinos, uruguaios e brasileiros de oito estados e do Distrito Federal. Neste sábado (30), o Congresso segue com o último de atividades, com a visita-técnico turística em Flores da Cunha e Farroupilha.

Representantes de instituições, associações, universidades e empreendimentos dos países de Portugal, Estados Unidos, Argentina, Brasil, Chile e Uruguai apresentaram estratégias, tendências e oportunidades da atividade com casos bem-sucedidos no turismo mundial, como as regiões dos vales de Napa e Sonoma, Mendoza e dos diferentes roteiros do Uruguai, Portugal e Chile. Em contrapartida, o Brasil foi representado por apresentações de cases da Serra e da Campanha Gaúcha, além da divulgação de dados de mercado e das iniciativas de articulação política do setor.

O encontro, que iniciou no último dia 27, foi encerrado com um debate sobre as políticas e os projetos de desenvolvimento do turismo do vinho no Brasil. O diretor de Relações Institucionais do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani, destacou alguns pontos que considera fundamentais para o fortalecimento da atividade no país. Entre eles, a mudança do Decreto 27048/49 para que seja regulamentado, mediante acordo entre as partes, o trabalho aos domingos. Outro item apontado pelo dirigente como estratégico é a criação de uma Rede Brasileira das Cidades do Vinho, tendo como exemplo a organização que já ocorre na Europa com a Rede Europeia das Cidades do Vinho (Recevin). Paviani também citou a necessidade de implantação de uma certificação das vinícolas para o enoturismo, o fortalecimento e a institucionalização da Associação Internacional do Enoturismo (Aenotur), e a busca por financiamentos para investimentos na estrutura turística dos empreendimentos, com taxas e prazos longos coerentes com o tempo de retorno. “Pois o ganho, além de econômico, é também social na medida que gera empregos e distribuí riqueza”, assinala.

Segundo o diretor de turismo do Governo do Rio Grande do Sul, Abdon Barreto Filho, o Estado possui 371 municípios localizados em 180 roteiros, em 27 regiões turísticas. “Constatamos que entre as atividades com maior potencial para alavancarmos está o enoturismo na primeira colocação, seguido pelo turismo rural e depois o de negócios”, apresentou o diretor, informando ainda que a atividade representa 4% do PIB gaúcho.             

O deputado federal Afonso Hamm, que coordena a Frente Parlamentar de Defesa e Valorização da Produção Nacional de Uvas, Vinhos, Espumantes e Derivados, elencou os temas que estão sendo defendidos no Congresso Nacional pelo grupo. Entre eles, está a redução da carga tributária e a atualização da Lei do Vinho, além da modernização da Lei Geral do Turismo, com a inclusão de políticas voltadas ao enoturismo. O deputado também defende que a fórmula para a evolução da atividade no país está na parceria efetiva e organizada. “Nosso trabalho associado com instituições dá para potencializar os resultados. O setor vitivinícola representa 5,6% do PIB agrícola do Estado, imagina com o crescimento do enoturismo”, pontuou Hamm. 

A coordenadora do segmento de Turismo Rural do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Andrea Faria, falou sobre o projeto Valorização dos Vinhos Brasileiros que, em parceria com o Ibravin, visa o estímulo à formalização das micro e pequenas vinícolas por meio do Simples Nacional, da divulgação das Indicações Geográficas (IGs) e do aprimoramento no trabalho de Inteligência Competitiva para a geração de informações qualificadas. “É o terceiro convênio em conjunto com o setor, e, neste ano, estamos com foco acentuado em promoção, mas sem esquecer a qualificação da produção, a sensibilização do canal on trade com o projeto Qualidade na Taça e ações de endomarketing junto aos próprios produtores para que valorizem as IGs”, detalhou.

Ao final, Ivane Fávero, presidente da Aenotur, anunciou que o Congresso Latino-Americano de Enoturismo se revezará com o evento europeu, com realização nos anos pares na América e, nos ímpares, na Europa, mas sempre de forma integrada. As próximas edições latinas serão realizadas no Chile (2020), no Uruguai (2022) e, novamente no Brasil (2024), com apresentação do pedido de Vila Flores para sediar os debates. Fechando a programação Ivane deixou um conselho aos presentes: “Trabalhar com enoturismo é vender experiências territoriais. Mas deixo uma dica, escolham serem felizes, porque o enoturismo é o exercício da felicidade”.    

O 7º Congresso Latino-Americano de Enoturismo é uma realização da Aenotur, do Ibravin e do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, com o patrocínio do Spa do Vinho Autograph Collection Hotel e apoio institucional do Sebrae, Vale das Vinhas e Bento Convention Bureau.

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