Quinta, 14 Dezembro 2017

I Infraestrutura

O mundo enfrenta a maior crise humanitária desde 1945

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O mundo enfrenta a maior crise humanitária desde 1945, ano em que terminou a Segunda Guerra Mundial e foi fundada a Organização das Nações Unidas (ONU). O alerta é de Stephen O’Brien, diretor de Operações Humanitárias da ONU. Em discurso ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, na sexta-feira (10), O’Brien afirmou que mais de 20 milhões de pessoas passam fome em quatro países – Iêmen, Sudão do Sul, Somália e Nigéria – e pediu o envio imediato de ajuda financeira “para evitar uma catástrofe”. “Para ser exato, serão necessários US$ 4,4 bilhões até junho”, afirmou. “Sem esforços globais coletivos e coordenados, as pessoas morrerão de fome e muitos mais vão sofrer e morrer de doenças.”

A ONU define que um país enfrenta problemas de fome quando mais de 30% das crianças menores de 5 anos sofrem de desnutrição e há uma taxa de mortalidade diária acima de dois óbitos para cada 10 mil pessoas, entre outros critérios. No Iêmen, cerca de 18,8 milhões de pessoas – o equivalente a mais de dois terços de seus mais de 25,4 milhões de habitantes – precisam de ajuda humanitária. Sete milhões de iemenitas não sabem de onde virá sua próxima refeição. Localizado no sul da Península Arábica, o Iêmen é a nação mais pobre do mundo árabe e vive mergulhado em conflitos políticos que levaram mais de 48 mil pessoas a deixar o país desde o início do ano. A capital, Sanaa, é controlada por rebeldes xiitas que se opõem ao governo central. Em abril, o secretário-geral das Nações Unidas, o português António Guterres, presidirá uma conferência de arrecadação de fundos para o Iêmen em Genebra, na Suíça. Estima-se que sejam necessários US$ 2,1 bilhões para socorrer 12 milhões de iemenitas.

 

Stephen O’Brien, diretor de operações humanitárias da ONU, em visita a hospital em Sanaa, no Iêmen (Foto: Mohammed Huwais/AFP)

 Stephen O’Brien, diretor de Operações Humanitárias da ONU, em visita a hospital em Sanaa, no Iêmen (Foto: Mohammed Huwais/AFP)

No Sudão do Sul – nação do nordeste da África que conquistou sua independência do Sudão em 2011 –, a fome é agravada pela violenta guerra civil entre o governo central, formado por membros da etnia dinka, e a oposição, de maioria nuer. O conflito forçou mais de 3,4 milhões de pessoas a abandonar suas casas e 200 mil a deixar o país. “Estima-se que mais de 1 milhão de crianças sofram de desnutrição aguda em todo o país, incluindo 270 mil crianças que enfrentam o risco iminente de morte se não forem socorridas a tempo”, afirmou O’Brien. O Sudão do Sul tem 12,3 milhões de habitantes, dos quais mais de 7,5 milhões carecem de ajuda humanitária. Próxima tanto ao Sudão do Sul quanto ao Iêmen, a Somália também precisa de auxílio imediato para as 2,9 milhões de pessoas que passam fome. “O que eu vi e ouvi durante minha visita à Somália foi angustiante. As mulheres e as crianças andam durante semanas à procura de comida e água, perderam o gado, as fontes de água secaram e não têm mais nada para sobreviver”, disse O’Brien. A fome vem aumentando na Somália desde 2011, provocando um intenso êxodo rural. No outro lado do continente africano, na Nigéria, a milícia islamita Boko Haram, que atua no nordeste do país, matou mais de 20 mil pessoas nos últimos sete anos e obrigou mais de 2,6 milhões a migrar. Os conflitos militares agravam os problemas de escassez material. Segundo relatos de uma coordenadora humanitária das Nações Unidas, a desnutrição é tão grave na Nigéria que muitos adultos estão fracos demais para andar e não há mais bebês em algumas comunidades.

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