A quarta-feira começa com a eleição novamente no centro do noticiário do Distrito Federal, mas com uma mudança importante no ponto de observação. Duas pesquisas divulgadas em intervalo curto mantêm Celina Leão na primeira posição e mostram José Roberto Arruda e Leandro Grass muito próximos na sequência. Mais do que reiterar quem lidera, os levantamentos colocam a disputa pela segunda posição como um dado a acompanhar nas próximas rodadas.
A política também ganhou uma frente institucional. Sete candidatos ao Governo do DF entregaram ao MPDFT uma representação relacionada a contrato firmado no âmbito do GDF. O Ministério Público recebeu o material e o encaminhará às instâncias competentes para avaliação, o que ainda não significa abertura de investigação.
No Senado, Michelle Bolsonaro aparece na primeira posição em dois levantamentos, enquanto os números divergem sobre a composição da disputa pela segunda cadeira.
O RealTime Big Data divulgado nesta manhã coloca Celina Leão com 35%, José Roberto Arruda com 20% e Leandro Grass também com 20%. Paula Belmonte aparece com 7%, Ricardo Cappelli com 4% e os demais candidatos registram percentuais menores. O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre 4 e 8 de setembro e tem margem de erro de dois pontos percentuais.
A Quaest divulgada na noite de terça-feira apresentou fotografia semelhante. Celina aparece com 35%, Arruda com 18% e Grass com 17%, os dois últimos tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
Na rodada anterior da Quaest, Celina tinha 34%, Arruda 20% e Grass 13%. A comparação dentro do mesmo instituto registra estabilidade de Celina, variação negativa de dois pontos para Arruda e positiva de quatro para Grass. Como sempre, oscilações próximas à margem de erro exigem cautela antes de serem tratadas como tendência consolidada.
O que pode ser afirmado nesta manhã é mais simples: dois levantamentos diferentes colocam Celina na primeira posição e Arruda e Grass muito próximos na sequência.
O RealTime Big Data também testou uma hipótese sem José Roberto Arruda, cuja candidatura permanece sub judice. Nesse cenário, Celina alcança 46%, Grass aparece com 23%, Paula Belmonte registra 10% e Ricardo Cappelli, 5%.
O levantamento não permite afirmar para onde individualmente migrariam os eleitores de Arruda, mas oferece uma fotografia de como ficam as intenções de voto quando seu nome é retirado da lista apresentada aos entrevistados.
Isso mantém o julgamento do recurso no TSE como variável relevante da disputa, embora não exista de momento nova decisão capaz de modificar a situação jurídica do candidato.
A noite de terça-feira acrescentou uma frente institucional à campanha. Candidatos ao Governo do Distrito Federal entregaram à Procuradoria-Geral de Justiça do MPDFT uma representação relacionada a contrato firmado no âmbito do governo local.
O Ministério Público confirmou o recebimento e informou que a documentação será encaminhada à PGR, à Assessoria Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça e à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social, para análise independente.
Aqui, a precisão da linguagem é especialmente importante. O MPDFT recebeu uma representação e encaminhará o material para avaliação. Isso não equivale, neste momento, à abertura de investigação nem confirma as acusações apresentadas pelos candidatos.
A partir de agora, o fato novo será eventual decisão dos órgãos responsáveis sobre o destino da representação.
Não houve até 7h30 desta quarta-feira nova decisão capaz de alterar a situação de José Roberto Arruda. O candidato permanece em campanha enquanto aguarda o andamento do recurso contra o indeferimento de seu registro pelo TRE-DF.
A ausência de novidade processual recomenda não transformar diariamente o mesmo fato em manchete. O assunto volta ao primeiro plano quando houver decisão ou movimentação concreta no TSE.
As pesquisas, entretanto, mantêm a situação jurídica de Arruda no ambiente eleitoral porque institutos já começaram a testar cenários com e sem sua candidatura.
Os novos levantamentos também atualizam a eleição para as duas cadeiras do Distrito Federal no Senado. O RealTime Big Data coloca Michelle Bolsonaro com 26%, seguida por Leila do Vôlei e Bia Kicis, ambas com 17%.
A Quaest também registra Michelle com 26%, mas apresenta uma composição diferente na sequência: Leila aparece com 17%, Erika Kokay com 13% e Bia Kicis com 11%.
A coincidência entre os institutos está, portanto, na primeira posição. A composição das candidaturas seguintes apresenta diferenças e recomenda acompanhar novas rodadas antes de qualquer leitura mais definitiva.





















