Hoje 12 de fevereiro de 2026 às 14:24

Volta às aulas reforça ações contra abandono digital na rede pública

Secretaria intensifica recomposição da aprendizagem e amplia projetos pedagógicos no início do ano letivo

O retorno às aulas marca um momento de reencontro entre estudantes, professores e o ambiente escolar após semanas de descanso. Mas, para educadores, esse início de ano letivo também exige atenção especial à retomada de rotinas e ao engajamento pedagógico, sobretudo diante de um fenômeno cada vez mais observado nas férias: o chamado abandono digital, quando alunos se afastam das plataformas e práticas de aprendizagem desenvolvidas ao longo do ano.

Embora o descanso seja parte importante do calendário escolar, a interrupção total da rotina de estudos e o aumento do tempo de tela voltado exclusivamente ao entretenimento podem influenciar o ritmo de aprendizagem nas primeiras semanas de aula.

Para a secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, o retorno é um momento estratégico para reconectar os estudantes ao processo educativo. “A volta às aulas é sempre uma oportunidade de retomada. Trabalhamos para que esse reencontro com a escola seja acolhedor, organizado e pedagógico. A recomposição das aprendizagens é uma prioridade da nossa rede, especialmente após períodos de afastamento da rotina escolar”, afirma.

A chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz (AECP), Ana Beatriz Goldstein, que atua na prevenção de conflitos e na promoção da convivência respeitosa nas escolas, destaca que o período pós-férias exige atenção redobrada à convivência e à segurança no ambiente escolar. “O abandono digital também dialoga com a segurança nas escolas. Com a mudança de rotina e o aumento da exposição às telas sem orientação, é fundamental que, no retorno, a escola fortaleça o diálogo sobre respeito, responsabilidade e uso consciente das redes, aliando o trabalho pedagógico ao acolhimento e ao cuidado emocional”, afirmou.

A interrupção total da rotina de estudos e o aumento do tempo de tela voltado exclusivamente ao entretenimento podem influenciar o ritmo de aprendizagem nas primeiras semanas de aula | Foto: Felipe Noronha/SEEDF

Segundo Goldstein, integrar ações pedagógicas às iniciativas de cultura de paz é essencial no início do ano letivo, para reforçar vínculos e promover um ambiente seguro para a aprendizagem.

Ações e projetos no retorno

Na rede pública do Distrito Federal, o retorno às aulas também reforça, neste início de ano, programas estruturantes voltados à aprendizagem e à formação integral dos estudantes.

Entre os projetos em curso, está o Programa Alfaletrando, que visa a garantir a alfabetização de todas as crianças até o final do 2º ano do ensino fundamental e a reforçar o letramento nos anos iniciais, com apoio pedagógico e ações formativas voltadas a professores e estudantes.

Outra ação que ganha destaque é o NaMoral, programa focado em valores éticos, respeito e convivência, com expansão prevista para ampliar a sua atuação em mais escolas da rede.

“A recomposição da aprendizagem e o fortalecimento da convivência são prioridades neste retorno. O abandono digital durante o período de férias é uma grande preocupação para nós e seguirá como ponto de atenção nas nossas estratégias”, afirma a subsecretária de Educação Básica, Iêdes Braga, destacando a importância do uso consciente da tecnologia e do engajamento escolar logo nas primeiras semanas de aula.

A rede também organiza oficinas e formações para professores no decorrer do ano escolar, com foco em práticas pedagógicas que favoreçam o acolhimento, o uso das ferramentas digitais em contextos educativos e a mediação de conflitos.

Pais e responsáveis são orientados a auxiliar os discentes nessa transição, retomando gradualmente rotinas de estudo, incentivando a leitura e a participação em projetos escolares, além de estabelecer limites saudáveis para o uso recreativo das telas antes do início das aulas.

Ao longo do ano letivo, a rede também promove oficinas e atividades formativas e culturais voltadas à convivência escolar e à segurança nas redes. As ações envolvem professores e estudantes e reforçam práticas de acolhimento, mediação de conflitos e uso responsável da tecnologia no ambiente escolar.

*Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)

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